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sexta-feira, 10 de maio de 2013

SER ESPIRITA

Ao divulgar o Blog no Yahoo Respostas, obtive a ótima sugestão que segue:

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Ser espírita não é ser nenhum religioso; é ser cristão. Não é ostentar uma crença; é vivenciar a fé sincera. Não é ter uma religião especial; é deter uma grave responsabilidade. Não é superar o próximo; é superar a si mesmo. Não é construir templos de pedra; é transformar o coração em templo eterno.

Ser espírita não é apenas aceitar a reencarnação; é compreendê-la como manifestação da Justiça Divina e caminho natural para a perfeição. Não é só comunicar-se com os Espíritos, porque todos indistintamente se comunicam, mesmo sem o saber; é comunicar-se com os bons Espíritos para se melhorar e ajudar os outros a se melhorarem também.

Ser espírita não é apenas consumir as obras espíritas para obter conhecimento e cultura; é transformar os livros, suas mensagens, em lições vivas para a própria mudança. Ser sem vivenciar é o mesmo que dizer sem fazer.

Ser espírita não é internar-se no Centro Espírita, fugindo do mundo para não ser tentado; é conviver com todas as situações lá fora, sem alterar-se como espírita, como cristão. O espírita consciente é espírita no templo, em casa, na rua, no trânsito, na fila, ao telefone, sozinho ou no meio da multidão, na alegria e na dor, na saúde e na doença.

Ser espírita não é ser diferente; é ser exatamente igual a todos, porque todos são iguais perante Deus. Não é mostrar-se que é bom; é provar a si próprio que se esforça para ser bom, porque ser bom deve ser um estado normal do homem consciente. Anormal é não ser bom.

Ser espírita não é curar ninguém; é contribuir para que alguém trabalhe a sua própria cura. Não é tornar o doente um dependente dos supostos poderes dos outros; é ensinar-lhe a confiar nos poderes de Deus e nos seus próprios poderes que estão na sua vontade sincera e perseverante.

Ser espírita não é consolar-se em receber; é confortar-se em dar, porque pelas leis naturais da vida; é mais bem aventurado dar do que receber. Não é esperar que Deus desça até onde nós estamos; é subir ao encontro de Deus, elevando-se moralmente e esforçando-se para melhorar sempre.

Isto é ser espírita.

Com as bênçãos de Jesus, nosso Mestre."
(Wanderley Pereira)

quarta-feira, 8 de maio de 2013

REFORMA ÍNTIMA


            A principal missão do espiritismo na Terra é a transformação do homem. O período em que vivemos é fundamental que deixemos os paradigmas que nos aprisionam há muitos séculos, para que possamos vivenciar a moral que já conhecemos, mas pouco realizamos.

            Assim o espiritismo traz a Reforma Íntima como o meio de transformar a informação em ação. A moral bela dos livros, na prática do dia a dia.

 

            Para isso devemos realizar uma viagem ao nosso interior, conhecendo o que temos e o que podemos realizar. O auto conhecimento sincero nos mostrará o quanto ainda somos imperfeitos, mas também nos estimulará e nos guiará no caminho mais ponderado a seguir.

 

            Não é uma tarefa fácil, dificilmente queremos ver e reconhecer quem realmente somos, portanto seguem algumas informações importantes para que não nos percamos no labirinto traiçoeiro e assustador que há em nós mesmos.

 

1.      Organizar um quadro que indique o que deve ser eliminado e o que deve ser conquistado.

Colocar no papel de uma forma que possamos enxergar aquilo que é mais prioritário ser trabalhado é uma forma de utilizar de maneira mais aproveitável nossas energias. Se damos “pequenos tiros” aleatórios temos uma eficácia bem menor do que mirar num alvo específico. Assim nossos resultados serão mais precisos e evidentes.

 

2.      Encarar as inferioridades frente a frente e sem nenhuma idéia de diminuição pessoal, todos somos imperfeitos.

Quando encaramos nossa inferioridade o desânimo parece tomar conta de nossas forças, mas devemos ter a noção necessária daquilo que realmente somos. As falhas serão grandes, o caminho é longo, mas se não dermos pequenos passos, nunca venceremos a longa estrada.

 

3.      Assinalar as imperfeições que julgamos em condições de eliminar em primeiro lugar, começando naturalmente pelos mais simples.

Dar um passo “maior do que a perna” vai nos derrubar, e até levantarmos para seguir em frente perderemos muito mais tempo e energia do que seguir constante em passos pequenos, mas que podemos realizar com mais certeza.

 

4.      Os vícios são simples hábitos e basta vontade firme para eliminá-las.

Os vícios são falhas adquiridas que podemos eliminar com mais facilidade, basta vontade firme para isso.

 

5.      Os defeitos morais são erros que carregamos há muito tempo e são necessários encarnações inteiras e grandes esforços para serem eliminados ou diminuídos.

Os defeitos já são mais poderosos e não temos condição de eliminá-los por inteiro, mas sim diminuí-los o máximo que conseguirmos. Os esforços são maiores e as quedas mais constantes. Mas a luta não deve parar um dia sequer.

 

6.      Empreendendo um treinamento importante e contínuo chegaremos a resultados seguros.

A luta diária começa com grande esforço, mas com o tempo, aquilo vai se tornando natural. Por isso a necessidade de regras e treinos constantes, a dificuldade vai diminuindo com o tempo.

 

7.      O tempo depende da perseverança e do rigor empregado.

Quanto mais vontade e rigor empreendemos no processo da reforma íntima, mais rapidamente perceberemos os resultados em nossas vidas.

 

8.      Não deixar para amanhã, prosseguir na rota traçada sem desistir ou olhar para trás.

A hora é sempre agora. Pois para cada oportunidade desperdiçada, teremos que responder através da Lei de ação e reação. Não temos mais tempo para pensar, temos que agir.

 

9.      Para cada defeito o antídoto

Para defeitos mais graves como o orgulho (presunção, amor próprio, sentimento de separatividade, vaidade, ostentação); o egoísmo (avareza, apego materiais, insensibilidade aos sofrimentos alheios, frieza íntima) devemos desentocá-los das profundezas da alma e aplicá-los os sentimentos opostos: para orgulho, humildade, para o egoísmo, caridade.

 

10.  Despreocupação com opiniões de terceiros e de preconceitos religiosos e sociais.

Quase sempre, aquele que busca a reforma interior, foge de costumes e manias naturais ainda aceitos e praticados pela sociedade, aquele que prefere o auxílio ao próximo ao invés do prazer pessoal, ainda é taxado de “bobo”. Aquele que não revida uma ofensa, ainda é taxado de fraco. Se tivermos esta preocupação, deixaremos de alcançar resultados mais profundos.

 

11.  Reagir ao desânimo, os instrutores espirituais estão sempre ao nosso lado.

A espiritualidade inferior que nos acompanha não pretende permitir que sejamos melhores, pois terão menor influência sobre nós, portanto, tentarão nos desanimar da maneira que conseguirem nos influenciar. Quando isto ocorrer, a oração nos ajudará a perceber a influência benéfica da espiritualidade superior que também estão ao nosso lado, prontos para agir quando têm a oportunidade para isso, nos motivando a seguir sempre em frente.

 

12.  Começar pelo lar, controlando palavras, gestos e ações, até que a conduta se torne natural.

Se não conseguimos ser melhores em nosso lar, não conseguiremos ser em lugar nenhum. Pois no lar mostramos quem realmente somos, já que os familiares nos conhecem do jeito que somos e não utilizamos as “máscaras” que nos colocam aptos à viver na sociedade.

 

13.  Ser exemplo de boa conduta.

A única maneira de convencermos alguém que estamos no bom caminho é através dos exemplos, e não das palavras. Assim, nos melhorando e mostrando aos outros que é possível, incentivamos cada vez mais pessoas a se melhorarem, fazendo com que a sociedade se torne cada vez mais evoluída.

 

14.  Nada vem do exterior, as conquistas são íntimas e deve vir de nosso esforço próprio.

Rituais, frequência em templos religiosos, trabalho sem amor, amor sem trabalho... Nada disso nos trará resultados, as conquistas são íntimas. Somente através do nosso próprio esforço é que podemos galgar melhores condições e felicidade, ou não seria justo, e não sendo justo, jamais seria perfeito, e se não for perfeito, não poderia ser divino.

 

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            Para encerrar, a sabedoria que Allan Kardec nos mostra no Livro dos Espíritos:

 

Pergunta 909O homem pode sempre vencer as suas más tendências pelos seus próprios esforços?

R. – Sim, e às vezes com pouco esforço, o que falta é a vontade. Ah, como são poucos os que se esforçam!

 

Pergunta 919Qual o meio mais eficaz para se melhorar nesta vida e resistir ao arrastamento do mal?

R. – Um sábio da antiguidade já vos disse: - Conhece-te a ti mesmo

segunda-feira, 6 de maio de 2013

A FORÇA DO PENSAMENTO


O pensamento está longe de ser apenas uma força psicológica ou subjetiva. É uma força física e objetiva, pois provoca alterações vibratórias na matéria, dando forma, movimento, cor e, provavelmente, som.

O universo e tudo o que foi criado, inclusive nós mesmo, vem do pensamento de Deus, e perpetuados pela sua eterna vontade. Se Deus deixasse de pensar um só instante nas Leis Perfeitas que regem o universo, tudo deixaria de existir.

Deus na sua sabedoria permite então que todos os seres sejam co-criadores, participando da Obra Divina através da força de seus pensamentos, relativos ao seu grau de evolução.

Assim temos espíritos de altíssima hierarquia que pensam na formação das galáxias, dentro das galáxias temos os espíritos que pensam na formação dos sistemas estelares, e em cada um destes sistemas temos aqueles que pensam na formação de cada planeta. Assim temos uma hierarquia criadora que começa e tudo depende da vontade Divina.

Jesus é o Espírito Crístico que pensou na formação do Planeta Terra e por ele é responsável, como nos diz João o Evangelista no início de sua narração: “No início era o verbo e o verbo se tornou carne”.

Assim também, nosso pensamento é força geradora e criativa, é lógico que não temos a mesma capacidade de Jesus, muito menos de Deus, muito longe disso. Mas proporcionalmente à nossa capacidade, o nosso pensamento também cria e modula a matéria, embora tão sutil que não podemos ver no plano físico.

O pensamento é, portanto, força criativa, plástica e organizadora que sai do homem em ondas sutis, em circuitos de ação e reação no tempo. Essas forças agem sobre o meio ambiente dando forma e propriedade à matéria e interagem com outros espíritos encarnados ou desencarnados.

É o que os cientistas chamam de IDEOPLASTIA, que é a moldagem da matéria viva feita pela idéia.

Camille Flammarion um dos mais importantes ícones do espiritismo nos diz: “não é a matéria que rege o mundo, mas um elemento dinâmico e psíquico”.

AS FORMAS-PENSAMENTO


Toda vez que emitimos um pensamento, movimentamos a matéria sutil que nos envolve. E esta matéria adquire uma forma cuja intensidade depende da força da vontade que aquele pensamento foi emitido.

Estas formas que o pensamento modela são as chamadas formas-pensamento, palavra que muitas vezes nos deparamos em livros espiritas.

Essas formas são, de certo modo, uma entidade animada de intensa atividade, a gravitar em torno do pensamento gerador, sempre pronto a reagir de forma benéfica ou maléfica, cada vez que existam condições.

E essas formas podem adquirir características das mais bizarras possíveis, tudo depende dos sentimentos de quem emite o pensamento e da intensidade da vontade. Temos assim, objetos, animais, monstros, personagens folclóricos ou literários, pessoas que existiram realmente, fantasmas e o que mais a imaginação humana é capaz de inventar. Tudo isso somente com a força do pensamento.

Quando temos força de vontade suficiente para impulsionar, estas formas-pensamento, vão diretamente aos alvos visados. Quando não há força suficiente, ou quando não existe um destino certo, estes seres vagueiam no espaço e se aglutinam por afinidades vibratórias, e podem vir à tona quando alguém se afiniza à ela.

Portanto muitas de nossas idéias são na verdade formas-pensamento que capitamos por estarmos afinizados à qualidade daquele pensamento.

As imagens criadas pelo pensamento podem permanecer no local onde foram engendradas por muito tempo, conforme a intensidade das emoções sentidas no momento em que, inconscientemente, foram criadas.

AUTO-ASSOMBRAÇÃO

Em muitos casos temos inclusive pessoas que são assombradas pelos seus próprios pensamentos.

No livro de André Luiz: Ação e Reação, temos o caso de uma mulher que vivia assombrada por um demônio que ela própria plasmava pelo seu pensamento.

Muitos dos que dizem estar vendo espíritos estão vendo seus próprios pensamentos. A diferença é que na grande maioria das vezes, as formas-pensamento são estáticas, desprovidas de qualquer movimento.

AMULETOS

Este seria a explicação também do poder de alguns amuletos, não é o objeto em si que possui um encantemento, mas o pensamento daquele que o manipula que dá a força que faz com que aquilo que é desejado seja realizado.

O mesmo se diz dos santos, terços, bíblias e até velas acessas. Não é o objeto que realiza o bem estar ou o pedido daqueles que oram para eles, mas a força do sentimento daquele que ora.

SAÚDE


Ninguém pode dizer que toda enfermidade esteja vinculada à vida mental, mas podemos garantir que os processos de elaboração da vida mental guardam positiva influenciação sobre todas as doenças.

O pensamento sombrio adoece o corpo são e agrava os males do corpo enfermo. Cultivar melindres, desgostos, irritação e mágoa é intoxicar, por conta própria, o corpo físico, estragando os centros de nossa vida profunda e arrasando, consequentemente, sangue e nervos, glândulas e vísceras do corpo que a Divina Providência nos concede entre os homens, com vistas ao desenvolvimento de nossas faculdades para a Vida Eterna.

Por isso devemos guardar a compreensão, a paciência, a bondade e a tolerância construtiva, porque somente ao preço de nossa incessante renovação mental para o bem, com o apoio do estudo nobre e do serviço constante, é que superaremos o domínio da enfermidade, aproveitando as oportunidades que a matéria nos traz.

VIVÊNCIA

Conhecendo esta ciência, podemos chegar a inúmeras conclusões nas conseqüências morais de nossos pensamentos. Lembremos do ensinamento do mestre: ao pensardes em cometer o erro, já o cometeste”

Por isso devemos estar sempre vigilantes em tudo aquilo que fazemos, pensamos, lemos e assistimos. O contato com coisas ruins é inevitável, mas devemos estar preparados para não se contaminar e manter o bom nível de nossos pensamentos.

Manter a educação espiritual é fundamental para isso, portanto temos a capacidade, basta nos educarmos e principalmente termos a Vontade, pois a VONTADE é a força que governa todas as ações mentais.

Pensando, conversando ou trabalhando, a força de nossas idéias, palavras e atos alcança um potencial tantas vezes maior quantas sejam as pessoas encarnadas ou não que concordem conosco. Potencial esse que tende a aumentar indefinidamente, impondo-nos, de retorno, as conseqüências de nossas próprias iniciativas.

Este processo é que forma os umbrais (acúmulos de pensamentos ruins, negativos e sofredores) e também as colônias espirituais próximas à crosta (acúmulos de pensamentos amorosos, benéficos e caridosos).

Estejamos, assim, procurando incessantemente o bem, ajudando, aprendendo, servindo, desculpando e amando.